MAMOPLASTIA DE REDUÇÃO

Cirurgia da Mama

A mamoplastia redutora possibilita tanto a redução do volume mamário como a correção da queda e flacidez das mamas, visando alcançar proporções mais harmônicas entre as mamas, o tórax e do conjunto corporal.

 

As alterações são mais evidentes nas mulheres que possuem mamas volumosas, onde o peso das mamas favorece a queda. Outros fatores que influenciam essas modificações são: gestações, amamentação, variações de peso, idade e a ação da gravidade. A hereditariedade também tem grande influência, pois mesmo mulheres jovens que nunca engravidaram podem ter mamas flácidas e caídas.

 

Em alguns casos não é necessário reduzir o volume das mamas. Apenas remove-se o excesso de pele e realiza-se um remodelamento da glândula. Este procedimento é denominado mastopexia (levantamento das mamas).

Indicação

A mamoplastia redutora é indicada para as pacientes com seios grandes e também para as pacientes que apresentam apenas excesso de pele e que desejam levantar as mamas.

 

Este procedimento melhora e adequa o volume e a projeção das mamas, propiciando melhor harmonia ao tórax e melhora da autoestima das pacientes. Um dos fatores favoráveis referidos pelas pacientes é a melhora das dores nos ombros e costas em virtude da diminuição do peso dos seios.

Idade

A mamoplastia redutora pode ser realizada em qualquer mulher em idade reprodutiva e/ou após o completo desenvolvimento das mamas, que geralmente ocorre por volta dos 16 a 18 anos.

Há casos em que é necessário operar em idades mais precoces: grandes hipertrofias mamárias que incapacitam as meninas de praticar exercícios físicos ou que estejam comprometendo a postura e a coluna vertebral, assimetrias mamárias muito severas, malformações congênitas em uma das mamas que não se desenvolveu adequadamente.

Duração da cirurgia 

Para maioria das pacientes cerca de 3 horas.

Anestesia

Pode ser peridural ou geral, damos preferência à peridural.

Tempo de internação

Geralmente 24 horas se não houver intercorrências.

Pós-operatório

  • Alta hospitalar com dreno que permanecerá cerca de 3 a 5 dias;

  • Evitar esforços e manter-se com cabeceira elevada;

  • Não movimentar os braços em excesso;

  • Utilizar sutiã por 1 ou 2 meses;

  • Retorno às atividades rotineiras após 10 a 20 dias, porém ainda com restrições para atividades físicas mais vigorosas;

  • Exercícios leves com 30 dias, adiando para cerca de 3 meses atividades vigorosas como academia;

  • Evitar exposição ao sol por no mínimo 2 meses;

  • É normal inchaço e roxidão por 1 a 2 meses;

  • Inchaço menor persiste por até 06 meses ou mais;

  • A drenagem linfática com fisioterapeuta está indicada para a maioria dos casos de acordo com critérios médicos;

  • É importantíssimo que o paciente tenha uma alimentação enriquecida com muito proteína (carnes, ovos, leite) , verduras e legumes.

  • É necessário aumentar a ingestão de líquidos ricos em sódio, potássio,cálcio, cloretos, como sucos naturais, leite, água de coco, bebidas como Gatorade e outros.

  • O mais importante no pós-operatório é ter um contato direto com o cirurgião para quaisquer intercorrências, que quando ocorrem devem ser administradas e/ou resolvidas no tempo certo.

Cicatrizes

  • Logo após a cirurgia já é possível notar a mudança, mesmo com inchaço;

  • Após 1 mês, o inchaço e os roxos já terão regredido bastante e será possível observar a nova forma das mamas;

  • Alterações no padrão da cicatriz podem ocorrer até os 18 meses de pós-operatório.

  • Há casos de pacientes com predisposição a terem cicatrizes ruins. Nestes casos a paciente deve ter ciência de que isso pode acontecer e o cirurgião deve se empenhar em acompanhar a evolução das cicatrizes, pois algumas vezes existem medidas clínicas eficazes para torná-las melhores;

  • Nos casos mais dramáticos, em que as pacientes geram cicatrizes com queloides enormes e de difícil resolução clínica pode ser necessário nova cirurgia. O uso de radioterapia também pode ser indicado nas novas cicatrizes para atenuá-las.

Complicações/Riscos

As técnicas deste tipo de cirurgia evoluíram muito nestes últimos anos. Há uma tendência no sentido de diminuir cada vez mais o tamanho das cicatrizes. Nas mamas grandes e caídas, a extensão da cicatriz é proporcional ao volume. Nas mamas médias ou pequenas, consegue-se sempre uma cicatriz menor.

  • Na maioria das vezes são grandes cicatrizes em forma de “T” invertido ou de âncora que inicia em torno da aréola, desce até o sulco mamário e corre para lateral e medial.

  • Pacientes com mamas moderadas podem se beneficiar com cicatrizes menores em forma de “L”.

Recuperação completa

Não só em cirurgia plástica, como em qualquer especialidade cirúrgica, as possibilidades de intercorrências devem ser conhecidas pelo paciente. Não há procedimentos cirúrgicos, assim como cirurgiões, com 100% de resultados excelentes e 0% de intercorrências/complicações. Por isso, o paciente deve ser previamente informado (verbalmente e por meio dos termos de consentimento) de que existem riscos e quais são eles.

 

Uma vez que decida passar pelo procedimento cirúrgico, é porque entende que os riscos são aceitáveis (na maioria das cirurgias os riscos são muito baixos de fato) e confia em seu cirurgião.

 

Importante lembrar que os órgãos reguladores (CRM, ANVISA, Ministério Público, entre outros) não permitem que cirurgiões executem procedimentos com riscos muito altos e que não sejam cientificamente comprovados como seguros.

 

Assim, é dever do cirurgião informar ao paciente que a literatura médica reporta riscos, baixos para a maioria dos procedimentos cirúrgicos, mas que não podem ser ignorados.

É dever do cirurgião é informar o seu paciente sobre possíveis intercorrências.

 

Segue abaixo um resumo do que o paciente deve saber:

  • São comuns as pequenas assimetrias das cicatrizes, da posição/dimensões das aréolas e do volume das mamas;

  • A cicatrização pode evoluir com formação de quelóides, hipercromia e alargamento, que podem ser tratadas clinicamente e/ou cirurgicamente – nem sempre se alcança melhorias de 100%, pois a cicatrização é um fenômeno biológico inerente de cada ser humano;

  • Pode ocorrer necrose de pele, inclusive aréola e mamilo, infecção, seroma, abertura dos pontos e da ferida, pneumotórax (por perfuração da caixa torácica) etc.

  • Trombose venosa e embolia pulmonar;

  • Complicações decorrentes da anestesia como alergia a medicamentos (choque anafilático), hipertermia maligna, cefaléia (dor de cabeça) pós peridural, etc.

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Responsável Técnico

Dr. Jefferson Di Lamartine G. Amaral

CRM-DF 10.276

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